Eu vi!

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Uberaba/Patos de Minas/BSB, MG, Brazil
Alô você! Sou Gustavo Lopes com 22 anos de sonho e de América do sul, e Minas, sou mineiro da emblemática e interiorana cidade de Patos de Minas, estudei aqui mesmo, em Brasília, e agora curso Medicina na cidade zebuína (Uberaba pra quem perdeu-se ai!). Depois de padecer em clausto quase beneditino, entro em clausto não menos labutoso, mas que mais ou menos leva-se. Bem! Este blog está desde sua criação em embriogênese, (faz 5 anos que eu tenho mas não uso!) Agora para frente tentarei faze-lo ativo, compartilhando o mais interessante ou o menos sofrível! Abraço a todos!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

poema 2006

O amor nasce velho

nosso amor, é um amor antigo

nosso amor já nasceu antigo,
é um amor de calva, rosto marcado, barba
amor com muita história
amor que se faz de riso,
amor que se faz tranqüilo.
amor passado, repassado, acabado e reacabado

é olhar para seus olhos
e encontrar a noite tranqüila que nos perdemos
milhares de vezes nessa ultimas horas
é estar bem com o mundo
é ter seu sorriso calmo
é o prazer de estar vivo

é sentir meus braços prenderem em suas costas
e de teus lábios sentir o gosto
que já conhecia desde que vi a luz pela primeira vez
mas só nesse mês passado que senti-lo assim
é encontrar seu corpo, teus cabelos em minha boca
sentir teus beijos dentro de mim

é, nosso amor nasceu antigo
é como se viesse em sua casa desde que nasci,
mas sem nunca tinha vindo na cidade,
é como se tivesse tido um filho contigo
mas nunca visto teu corpo nu

nossas pernas não se perderam pela cama
já são conhecidas,
apesar de poucos nos conhecemos,

sei tua alma, teu físico,
sei tuas piadas, suas falas, suas mágoas
mas apenas agora que sei seu nome

nosso amor já é velho,
é amor vivido, amor despido
já não tem timidez, já não tem sensatez
já não tem mais porque.
mas é amor, forte, amor com fé,
porque como diria Drummond,
porque quanto mais velho o amor
mais amor é.

Poesia 2005, 15 anos!

Se não fosse tão cedo, e se eu não tiver tão cansado,
eu posso te procurar. ver se você casou-se se perdeu o bebe.
se ainda lembra de mim...

Quando ainda for cedo,
e eu estiver mais descansado,
nós poderíamos sair para dançar ou voltamos à mesma mesa
onde compridos olhares
intermediaram nossas conversas.
Se não fosse tão tarde, se a resposta tão certa eu cometeria a loucura de procurá-la. pegaria sua mão
e a tocaria em meu rosto, seu olhar seria talvez de pena, dó,
ou até de remorso,
por ver meus olhos vermelhos, com uma solitária mágoa
igual meu sentimento,
apenas teu

Se não fosse loucura
eu a beijaria sem lhe pedir, sem lhe questionar, apenas tocaria meus lábios febris
em teus lábios róseos
com o mais simples, singelo, fácil gesto.
sem pudor, sem maldade, sem pensar, apenas mataria minha sede cultivada todo esse tempo
para revivê-la toda a noite
e matá-la toda manhã fria sem sua presença.

Se eu pensasse menos, e agisse mais,
eu poderia mudar minha historia, e alterar a expressão triste de meu rosto,
agindo mais pelos impulsos ignorando a lógica.

Preciso fazer versos
para provar que ainda existo,
que alguem ama como uma criança
ainda existe por aqui.

Preciso fazer versos para provar
que ainda posso amar desesperadamente,
que sou capaz de viver uma vida toda
pelo teatro do nunca me faça real
para sempre ser, sendo, e nunca deixar de ser!

Eu com o tempo fiquei desbotado
um pálido que passa pelo corredor,
uma calça já muito batida na maquina!
que descoloriu, ficou folgada,
confortável de mais e básica o suficiente
pra quem tem um grande amor na vida!

Preciso dos esquizofrênicos em febre,
dos ateus odiosos por terem sido feitos,
dos presos a queimarem colchões,
de crianças ao correr pra comer doces,
preciso me reencontrar junto ao sol que nasce do morro
fazer da minha vida, em um minuto, uma vida inteira!